Resenha: Branca como o Leite, Vermelha como o Sangue - Alessandro D'avenia

Autor: Alessandro D'avenia 

Editora: Bertrand Brasil 

Páginas: 368 

Classificação NPL: 5/5



Leo é um garoto de dezesseis anos como tantos: adora o papo com os amigos, o futebol, as corridas de motoneta, e vive em perfeita simbiose com seu iPod. As horas passadas na escola são uma tortura, e os professores, “uma espécie protegida que você espera ver definitivamente extinta”.Apesar de toda a rebeldia, ele tem um sonho que se chama Beatriz. E, quando descobre que ela está terrivelmente doente, Leo deverá escavar profundamente dentro de si, sangrar e renascer para a vida adulta que o espera.


“Nasci no primeiro dia de aula, cresci e envelheci em apenas duzentos dias.” 



É através de Leo, um adolescente de dezesseis anos como outro qualquer, que o italiano Alessandro D'avenia nos apresenta em seu primeiro romance. Absolutamente comovente, "Branca como o leite, vermelha como o sangue" nos faz questionar se estamos realmente nos importando e procurando fazer as coisas certas para as pessoas certas. 

Leo vivia de maneira comum, e sua vida se resumia a Jogos de futebol, idas ao Mcdonalds, jogar vídeo game e uma paixão intensa por uma colega de escola. Tudo muda quando dois acontecimentos viram seu mundo de ponta cabeça: um novo professor começa a dar aulas de filosofia para sua turma e o amor de sua vida, Beatriz, é diagnosticada com leucemia. 

Há uma coisa que para ele representa medo: o branco. O branco dos pesadelos, o branco da vida pacata, o branco da solidão. 

Beatriz para de ir à escola, e o branco, que ele tanto temia volta a atormentá-lo. Ela tem leucemia - palavra derivada do grego -, que significa sangue branco. O branco é o tumor do sangue, da vida.

"Branca como o leite, vermelha como o sangue" é absolutamente avassalador pela realidade intrínseca com a qual o leitor se depara a cada parágrafo. A cada desabafo de Leo - e são muitos - é perceptível o quão importante todos esses acontecimentos foram para sua vida. No apse de sua imaturidade, Leo nem imagina que desvendou a realidade de muitas coisas, e que com o passar de cada página tornava-se uma pessoa melhor. 

Quando Leo vê seu sonho ruir, se desespera. Tenta com todas suas forças recuperá-lo. E é com a ajuda de Silvia que ele tenta superar tudo o que acontece tão repentinamente em sua vida. Ela é sua melhor amiga, seu porto seguro, seu alicerce. É quem realmente sabe escutar e dar conselhos a Leo. E Leo a ama. Não como ama Beatriz, mas de forma carinhosa, como uma irmã.

A leitura flui tão maravilhosamente, que quando percebemos o livro acabou. Estou apaixonada por esse livro, o Alessandro D'Avenia infude a paixão através do Leo. Fiquei com uma dorzinha no peito quando acabou. Realmente me fez questionar muitas atitudes. Algumas que aparentemente são imaturas de minha parte, mas que são necessárias para que assim como Leo, eu também amadureça.

É isso. Minha resenha ficou bem pequena, e peço desculpas por isso. Estou com certa dificuldade em fazer boas resenhas - e isso explica o meu sumiço - então espero que me perdoem. 

Além de tudo, queremos saber qual livro da Editora Bertrand Brasil vocês querem promoção (acho que vocês viram o quanto eu indico "Branca como o leite, vermelha como o sangue", então fica a dica. Estou in love por ele). Esperamos que vocês gostem e votem em seus livros favoritos. 

Samella 

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