Olá seguidores, primeiramente gostaria de pedir desculpas pela nossa ausência nessa semana aqui no blog, mas é que a semana foi bem corrida. Estamos a algum tempo sem resenhar aqui porque eu e a Samella tivemos que interromper nossa lista de leitura para ler o livro "O triste fim de Policarpo Quaresma", exigido pela escola.
Agora vamos à resenha!
Título: Triste fim de Policarpo Quaresma
Autor: Lima Barreto
Classificação NPL: 3/5
Policarpo Quaresma é um major cheio de idéias nacionalistas que trabalha como funcionário público no início da República. Ao defender que o tupi se torne a língua nacional, é ridicularizado e depois internado como louco. Quando finalmente é solto, vai morar no campo e resolve transformar seu sítio em sede da reforma agrária. Apóia o marechal Floriano na Revolta da Armada mas é ignorado, acabando preso e fuzilado. Uma sátira impiedosa do Brasil burocrático, atual e reconhecível apesar de referir-se a um momento histórico marcante.
Major Policarpo Quaresma é um homem estudioso, dedicado aos livros e a todo tipo de conhecimento referente à nossa pátria. No entanto esse seu hábito não é bem visto pelas pessoas, já que naquela época apenas as pessoas que possuíam bacharelado eram dignas de ler algum tipo de livro.
Policarpo era um homem solitário; vivia na companhia de sua irmã, Adelaide, e fizera um novo amigo recentemente, o trovador Ricardo Coração dos Outros, que iria lhe ensinar a tocar violão, um instrumento tipicamente brasileiro, contudo desaprovado por todos, sendo que quem tocava era considerado vagabundo, farreador.
Diante de tanto patriotismo e devoção pelo seu país, o Major faz uma proposta ousada à Câmara, em que ele insiste que o Tupi Guarani deve ser o novo idioma oficial do país, já que a língua é a mais importante manifestação cultural de um povo e nós, como brasileiros, deveríamos manter nossas origens, a começar pelo nosso idioma.
Taxado de louco, Major Quaresma fica internado em um hospício durante 6 meses, recebendo de vez em quando a visita de seu compadre, Vicente, e a afilhada, Olga, além de sua irmã e Ricardo. Passado os seis meses, o Major decide mudar-se para o campo e compra o sítio "Sossego", de onde tiraria seu sustento e provaria a eficácia das terras mais férteis do mundo.
Inicia-se a segunda parte do livro, que faz referência à agricultura e à tentativa frustada de Quaresma. Suas plantações são invadidas e arrasadas por formigas saúvas, e mais tarde, sua nova tentativa de plantio é vítima da infertilidade do solo.
Mais uma vez nosso patriota sente-se decepcionado. Porém não desiste de defender sua pátria e junta-se ao Marechal Floriano Peixoto, a quem ele tenta mostrar algumas propostas de reforma, na Revolta da Armada para defender o país dos ataques promovidos pelos rebeldes da Marinha brasileira. A terceira parte do livro é dedicada aos acontecimentos durante a Revolta.
Durante toda sua trajetória e com todo seu nacionalismo exacerbado, Policarpo sente-se apenas frustrado e decepcionado com o destino de sua vida. Todos os anos dedicados a seus estudos e suas necessidades de exaltar nosso país acabam lhe custando um preço que talvez não valha a pena.
O livro é um romance do pré-modernismo brasileiro, narrado em terceira pessoa por um narrador onisciente, e com um linguagem simplista, recheado de coloquialismo, opondo-se firmemente ao parnasianismo, marcado por uma linguagem culta.
Um livro fácil de ler, embora seja cansativo em determinados momentos. Um clássico da literatura nacional que deveria ser lido por todos!