Resenha: Perfeitos - Scott Westerfeld

Autor: Scott Westerfeld 
Editora: Galera 
Páginas: 384
Lançamento: 2010 
Classificação NPL: 4/5




Tally finalmente é perfeita. Agora seu rosto está lindo, as roupas são maravilhosas e ela é muito popular. Mas por trás de tanta diversão – festas que nunca terminam, luxo e tecnologia, e muita liberdade – há uma incômoda sensação de que algo importante está errado. Então Tally recebe uma mensagem, vinda do seu passado, que a faz se lembrar qual é o problema na sua vida perfeita. Agora ela precisará esquecer o que sabe ou lutar para sobreviver – as autoridades não pretendem deixar que alguém espalhe esse tipo de informação. 


Atenção : Spoiler para quem ainda não leu "Feios",


Quando li Perfeitos estava começando a me apaixonar por distopias. Uma das coisas que gosto no estilo do Scott Westerfeld é que ele não escreve apenas por escrever, mas sim por fazer uma crítica à sociedade.  

Perfeitos veio com a difícil missão de pelo menos continuar no nível de Feios. Posso confessar que eu achei que Perfeitos seria um decepção, porém o ritmo conseguiu evoluir e, apesar de preferir o primeiro livro, consegui terminar a leitura do segundo de uma forma legal.

Infelizmente a ação que nós tanto gostamos só aparece pra valer no final do livro. Fiquei com vontade de dar uma lição em Shay, que não gosto desde o primeiro livro. Ela sempre foi aquela "pedrinha no sapato" que dá vontade de jogar longe. Neste livro ela está completamente irritante, e fez coisas que me deixaram completamente revoltada!
Ela é e continua sendo a razão principal das confusões e problemas em que Tally entra. 
E Tally, para variar, continua ingênua e desnorteada, mas dessa vez ela é uma “perdida perfeita”. Sua aparência não foi a única mudança sofrida durante a operação.  Ela deseja ser aceita para os Crims, um dos grupos mais badalados de Nova Perfeição, o que não será tão difícil para Tally, levando em consideração seu histórico de rebeldia durante seu período de Feia. 

Durante uma festa, um enfumaçado se infiltra e certas lembranças retornam.
Agora Tally fará de tudo para fugir de Nova Perfeição, junto com os Crims, para isso ela precisa ficar borbulhante, e para isso terá a ajuda de Zane, líder dos Crims.

A narrativa de Scott continua ótima, mas ele me deixou um tanto cansada com o termo “borbulhante”. Quando eu terminei de ler o livro, assim como a Pâm Gonçalves do blog Garota It, eu não conseguia nem escutar nada referente a bolhas. A repetição excessiva desse termo me fez sentir isso. 

“Perfeitos”, a meu ver, foi 80% enrolação e 20% evolução. Tivemos coisinhas boas aqui e ali, mas não o bastante para me deixar grudada na história, que me aprisionou em seu primeiro volume. Ainda não li "Especiais", e apesar do segundo livro ter me desanimado um pouco vou dar outra chance a série. Ainda sim, acredito em Feios e realmente espero que Especiais seja tão bom quanto a primeira parte da saga e que consiga dar um "Up" na série ousada criada por Scott.

Por enquanto é isso.
XOXO. Samella Cunha


3 comentários:

  1. Samellita *O*
    Enfim um post teu u.u
    Eu curiosamente prefiro Perfeitos, até porque tem o Zane né <3 e eu também não acho que ele foi todo enrolação não, é bem interessante ver os progressos da mente da Tally, que me irrita mais que a Shay u.u
    Besi
    Matheus

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  2. Eu queria muuuito ler Perfeitos, mas antes tenho que ler Feios, e é um livro que eu já quero ler há tempos, mas como estou atolada de livros pra ler, ai fica mais dificil.
    Vi na Saraiva um livro 2 em 1, que vem Feios e Perfeitos, estou pensando seriamente em comprar

    @littlepistols
    http://portifoliodasletras.blogspot.com/

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  3. Ah eu odiei Perfeitos. Não é nada parecido com Feios, que é simplesmente perfeito.
    Tudo me irritou, a narrativa, os personagens, o novo interesse romântico de Tally.
    E também devo dizer que não aguento mais ver/ler a palavra Borbulhante. Espero que em Especiais essa palavra não exista mais.

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